Poema:
Eliseu Cf
locução e instalação: Cicuta
Instalação 12 de abril de 2009 na Lady hell
locução e instalação: Cicuta
Instalação 12 de abril de 2009 na Lady hell
Vende-se um Vestido Preto
Vende-se um vestido preto,
Bordado com lágrimas de vinho,
Costurado com traços de prazer
Bordado com lágrimas de vinho,
Costurado com traços de prazer
Rendado com ósculo ao luar.
Tem o odor da noite,
Afago e açoite.
Seu tecido acariciado,
Seu tecido acariciado,
Nos botões,
rebento de gato.
Em retratos foi pintado,
Já fez inquietos enamorados.
Em retratos foi pintado,
Já fez inquietos enamorados.
Sua historia é
da boemia,
Os decotes de fantasias.
Um vestido vivo,
Andou entre os mortos,
Frequentou os botecos da Rua Augusta,
Os laços acorrentam as lutas.
Um vestido vivo,
Andou entre os mortos,
Frequentou os botecos da Rua Augusta,
Os laços acorrentam as lutas.
É de genuína
seda...
Como seda a película que já o gastou.
É de picante sensualidade...
Pois libertina foi sua casualidade.
Como seda a película que já o gastou.
É de picante sensualidade...
Pois libertina foi sua casualidade.
Traz na
etiqueta o verbo inspiração,
Abandonou bardos pacientes do coração.
É um vestido alongado...
Tão comprida é sua reputação.
Abandonou bardos pacientes do coração.
É um vestido alongado...
Tão comprida é sua reputação.
Adormeceu em cabeceiras de hotéis
Amassado em cima de tonéis.
Um vestido que consecutivamente se vestia,
Com o vulto mais soberbo de Virgem Maria.
Amassado em cima de tonéis.
Um vestido que consecutivamente se vestia,
Com o vulto mais soberbo de Virgem Maria.
Atualmente está no armário,








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